A influência da igreja no mundo
Em
seu célebre sermão, chamado “o sermão do monte” Jesus falou sobre a influência
da igreja no mundo e usou duas figuras simples, porém poderosas, para ilustrar
essa verdade magna.
1.
A igreja é o sal da terra (Mt 5.13). Essa figura doméstica fala da
influência interna da igreja. O sal não pode ser visto no alimento, mas pode
ser sentido. A metáfora usada por Jesus nos esclarece três pontos importantes:
O primeiro é que o sal inibe a decomposição. Antes do advento da refrigeração,
o sal era o
que preservava os alimentos. A presença da igreja no mundo é como um antisséptico. Freia a corrupção, retarda o processo da desintegração e coíbe a degradação. O segundo ponto é que o sal dá sabor. A ausência de sal torna o alimento insípido enquanto o excesso o torna salobre. A presença da igreja no mundo dá sabor à vida e torna o ambiente mais agradável. O terceiro ponto é que o sal provoca sede. O mundo não conhece a Deus. O homem em seu estado natural não tem sede de Deus.
que preservava os alimentos. A presença da igreja no mundo é como um antisséptico. Freia a corrupção, retarda o processo da desintegração e coíbe a degradação. O segundo ponto é que o sal dá sabor. A ausência de sal torna o alimento insípido enquanto o excesso o torna salobre. A presença da igreja no mundo dá sabor à vida e torna o ambiente mais agradável. O terceiro ponto é que o sal provoca sede. O mundo não conhece a Deus. O homem em seu estado natural não tem sede de Deus.
A presença da igreja no mundo, desperta interesse por
Deus no coração das pessoas. O sal mesmo que não seja visto é percebido. Jesus,
porém, alertou para o perigo do sal perder o seu sabor e tornar-se insípido.
Nesse caso, o sal perde sua utilidade e torna-se chão batido para ser pisado
pelos homens. As impurezas podem tornar o sal sem sabor e inútil. Mais sério,
pode tornar o sal prejudicial. Para sermos bênção no mundo, precisamos ter vida
íntegra e pura. A contaminação com o mundo pode nos privar de sermos úteis no
mundo.
2.
A igreja é a luz do mundo (Mt 5.14-16). Essa figura fala da influência
externa da igreja. A luz é vista, notada e percebida. Ela se impõe. É como uma
cidade no topo de uma montanha. É impossível ser escondida. Jesus falou sobre
três possibilidades de esconder a luz. Primeiro, Jesus diz que a igreja não
pode ser luz debaixo do alqueire. Não podemos esconder nossa influência debaixo
de estruturas comerciais. Jesus diz também que não podemos esconder nossa luz
debaixo do vaso, ou seja, daquilo que é apenas adorno. Finalmente, Jesus diz
que não podemos esconder nossa luz debaixo da cama, ou seja, daquilo que
representa descanso e prazer. Nossa luz precisa brilhar diante dos homens para
que vejam nossas boas obras e glorifiquem o Pai que está nos céus. A luz nos
sugere algumas lições. A luz é símbolo de pureza. A luz revela a impureza e
também nos alerta sobre ela. A luz é símbolo da verdade. A mentira procede das
trevas e é coberta de trevas, mas a verdade é luz que ilumina e aquece. A luz é
símbolo de conhecimento. A igreja conhece a Deus e o torna conhecido. Foi
esclarecida pela verdade, conhece a verdade e anda na verdade. A luz é símbolo
da vida. Não há vida sem luz. A fotossíntese das plantas se dá através da luz.
Onde a luz chega brota a vida com sua beleza e vigor. A igreja recebe vida e
transborda diante do mundo essa vida abundante. A luz é símbolo de comunicação.
Onde falta luz, escasseia-se a comunicação e mingua os relacionamentos. A
igreja é portadora das boas novas de reconciliação. Ela roga aos homens que se
reconciliem com Deus. Ela constrói pontes, onde o pecado cavou abismos.
No
incomparável sermão do monte Jesus mostrou que antes da igreja apresentar-se ao
mundo como sal e luz, precisa primeiro possuir uma nova vida. As bem-aventuranças
falam do que a igreja é. Só depois, Jesus fala do que a igreja faz. Vida
precede ação. Caráter precede performance. Vida com Deus precede testemunho no
mundo. Se não formos humildes de espírito, se não chorarmos pelos nossos
pecados, se não tivermos fome e sede de justiça, se não formos puros de
coração, se não formos mansos, misericordiosos e pacificadores, não poderemos
ser sal nem luz.
Não
podemos demonstrar o que não somos. Não podemos refletir o que não temos.
Primeiro precisamos ter vida com Deus para depois termos vida para Deus. Você
tem sido sal da terra e luz do mundo? Tem influenciado as pessoas de forma
particular e também de forma pública? Tem revelado o caráter de Cristo em suas
palavras e ações? É tempo de entendermos quem somos para cumprirmos com
entusiasmo nossa vocação no mundo!
Hernandes Dias Lopes
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